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Bicentennial Man (1999) - Chris Columbus

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Zé da Adega
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Bicentennial Man (1999) - Chris Columbus

Mensagem por Zé da Adega em Sab Jun 27 2015, 20:00

Observação: Mais uma das minhas velharias (há 3 anos atrás escrevia muito sobre cinema). Wink Chamada de atenção, no final da minha crítica, para a placa que diz "Portugal" no Parlamento Mundial, numa espécie de sistema de governo futurístico do Star Trek. Basketball



O Homem Bicentenário
Drama/Ficção Científica/Romance (132 min)

Data de Estreia: 19 de Dezembro de 1999
Realização: Chris Columbus
Argumento: Isaac Asimov, Robert Silverberg e Nicholas Kazan.
Actores Principais: Robin Williams, Embeth Davidtz e Sam Neill.

Resumo:
Baseado na obra do célebre escritor russo Isaac Asimov, esta história, abarca um período de 200 anos, no qual um robot atinge a consciência, e evolui fisicamente, primeiro para um andróide e mais tarde para um ciborgue. Durante os dois séculos, abrangidos pela história, o ser artificial lutará para obter direitos, até então reservados apenas aos seres humanos, tais como ter uma conta bancária, poder casar-se, etc.

IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0182789/

Esta obra-prima do cinema, alia o encanto de uma história de amor, com a profundidade filosófica e dramática da ficção científica credível. É para mim, a melhor interpretação de sempre do actor Robin Williams.

Trata-se de uma história muito rica, que abrange várias gerações, mostrada do ponto de vista do personagem principal, que na primeira parte é apenas um robot, moldado à imagem do actor Robin Williams, que entrará em cena na segunda parte do filme.

Tal como a série canadiana The (New) Outer Limits, com que deliro completamente, tenho a dizer que este filme possui a mesma qualidade, não só pelo rigor científico, mas pela conjugação muito bem sucedida de drama, filosofia, sci-fi, romance, etc.


Quando o Andrew é inicialmente activado, temos o ponto de vista estilo Exterminador Implacável, em que ele se familiariza com a família que o comprou.


O chefe de família, interpretado pelo Sam Neill, pede às filhas, aqui ainda crianças pequenas, que tratem o robot Andrew, com respeito e dignidade. A menina mais pequena irá (muito) mais tarde ter uma neta, com quem o Andrew irá casar-se...


Os efeitos especiais são tão bons, que quando olho para o robot a andar ao lado do Sam Neill, não sei se é um homem com um fato, ou efeitos especiais sobrepostos. Nada mau para um filme com 12 anos, que dá uma tareia a muitos efeitos especiais usados hoje, que parecem desenhos animados, não são credíveis, e ficam obsoletos em 12 meses, tal como os computadores usados para os fazer. Aqui está a diferença entre a qualidade vs. "blockbusters de verão".


Gosto muito do impacto visual do filme, a arte pela arte...


Imagem provocadora, com Andrew em reflexão, com as mãos poisadas sobre o livro fechado.


Andrew manifesta o desejo de se tornar livre.


Andrew parte em busca de outros modelos da série dele, nesta altura da história, já obsoletos, na esperança de encontrar algum, que se tivesse tornado consciente.




Bem ao estilo da Starfleet Academy do universo Star Trek, vemos aqui a ponte Golden Gate, imaginada com um segundo tabuleiro, conforme a sua ponte gémea em Lisboa. Espero não estar a cometer nenhuma gaffe, mas no caso de esta não ser a ponte de São Francisco, a ideia é a mesma, ou seja aqui temos o cenário mítico, do Star Trek IV, com as navezinhas a voarem por baixo da ponte, ao estilo da ave de rapina klingon usada nesse filme... Este comentário é apenas para os trekkies.  :-)))


A transição de robot para andróide, altura em que entra em cena o actor Robin Williams.


Cena ao estilo do filme Star Trek: First Contact, mas aqui com efeitos especiais mais bem conseguidos.


A menina mais nova da família, que o comprou, aqui já velha e acompanhada da sua neta.


Cenários futuristas ao estilo Blade Runner.


Devido à sua longevidade, o Andrew vê as pessoas de quem ele gosta morrerem, uma a uma.


Embora se trate de um filme de ficção científica, a história de amor está lá, em pleno.




Andrew pede em casamento Portia, a bisneta do dono original.


Aqui vemos um hover-car a aterrar junto ao senado/parlamento mundial.


Reparem que está lá uma espécie de deputado/senador de Portugal, do lado direito lê-se Portugal, na placa, que representa a nossa região, no parlamento mundial, aqui já não existem países, e o governo é mundial.


Não irei comentar as últimas imagens, pois já entram na fase final do filme, altura da transição de andróide para ciborgue.











Conclusão: Julgo que este filme irá ter um dia o estatuto de clássico, de acordo com o IMDB foi um fiasco de bilheteira, e a classificação geral IMDB é baixa, talvez por isso eu esteja agora aqui a divulgá-lo, pois é um dos melhores filmes que já vi, muito à frente do seu tempo.

Convido quem já tiver visto o filme a dar a sua própria opinião, quer seja boa ou má, extensa ou curta.

Fui à procura do trailer do filme, e quando o vi, percebi o fracasso comercial do filme, o trailer estupidifica o filme e foi feito para ciranças entre os 8 e os 12 anos de idade, ao estilo dos filmes Goonies, Querida Encolhi os Miúdos, e afins. Sendo isso não o irei postar, pois eu próprio se tivesse visto esse trailer, teria fugido a 7 pés deste filme.

No entanto encontrei 2 cenas não editadas no you tube, que gostaria de ascrescentar à minha review, e estas cenas realmente representam o filme.

A 1ª cena mostra o tal hovercar a aterrar junto ao parlamento mundial, e o Robot a apresentar o seu apelo, cena épica, brilhante, profunda, filosófica, etc..



A 2º cena mostra a qualidade e requinte do filme, quando é dado ao Andrew a possibilidade de ter o prazer e dor das sensações, em particular poder ter sexo, este filme aborda o Andrew a alcançar a sexualidade de forma poética:



A nível de banda sonora, existe um teledisco da Celine Dion, com imagens do filme, é o videoclip oficial:



Nota de Rodapé: Este filme foi suportado financeiramente por 9 produtores, um número anormalmente elevado, entre os quais o Wolfgang Petersen (Das Boot) e o próprio realizador Chris Columbus. O A.I. do Sr. Spielberg, apesar de excelente, é bastante inferior ao Homem Bicentenário, que foi vítima de péssimo marketing.

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